Icewine, uma grata surpresa!
Eu nunca tinha tomado um Icewine, aquele vinho de sobremesa, feito a partir de uvas congeladas pela natureza. Confesso que tenho pouquíssima experiência com vinhos de sobremesa, quase não os compro. Quando meu amigo Edinho sugeriu abrir uma garrafa dessas ao fim de uma degustação, não me entusiasmei muito, mas aceitei a oferta. Bendita
hora que provei esse néctar, nunca imaginei que iria me empolgar tanto com um vinho de sobremesa. Um Icewine canadense, feito da uva Vidal, extremamente cativante. Apesar de doce, não era enjoativo, tinha um contraste de doce/azedo, um tamarindo, e continha inúmeras camadas de aromas como doce cristalizado de caju, doce de banana, doce de jaca... O vinho termina com aquela sensação de quero mais. O vinho se chamava The Lost Bars 2006, e a partir de agora vou prestar muita atenção nesses Icewines.
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Bressia Profundo, um argentino diferente
Profundo. Não poderia haver nome melhor para definir esse vinho de Walter Bressia, feito em Luján de Cuyo, Mendoza. Ele faz parte dos assemblages que estão sendo feitos atualmente na Argentina, com outra proposta de estilo. Fugindo daqueles adocicados excessivos, corpo mastigável e madeira exagerada, esse vinho prima pela elegância. Não vá tomá-lo achando que é um francês, não é isso. É um vinho Argentino, novo mundo, mas de extremo bom senso, sem os exageros comuns dos vinhos sul-americanos.
Tomei o Bressia Profundo 2005, essa é a safra corrente desse vinho, e acho que ele envelhecido deve ser bem diferente, mais prazeroso ainda. Nessa safra o blend é de 50% malbec, 30% c.sauvignon, 10% merlot e 10% syrah. Nas palavras de Walter Bressia, Profundo significa paixão (malbec), alma (merlot), vigor (C.S) e perseverança (syrah), e foi isso que ele buscou em cada uma dessas cepas para fazer esse vinho. Foram produzidas apenas 8.000 garrafas numeradas dessa safra. Clique aqui para ver a postagem sobre o Lágrima Canela 2007, vinho branco de Walter Bressia.
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III Vinum Brasilis consolida a maior Vitrine do vinho nacional
A terceira edição do VINUM BRASILIS quebra seu próprio recorde e consolida-se definitivamente como a maior vitrine do vinho nacional, longe da Serra Gaúcha. Isto é o que foi visto, provado e atestado pelas quase uma centena de profissionais do ramo e 610 almas privilegiadas que compareceram ao esplêndido Salão de festas do Clube Assefe, em Brasília-DF. Idealizado há seis anos pela Confraria Amicus Vinum, os Encontros de vinho ganham força com a incansável perseverança do confrade Petrus Elesbão. O evento desta 5a.feira (26) inicia - queremos crer - um ciclo sem volta para maior vitrine nacional do vinho brasileiro. Vejam mais imagens que não deixam dúvidas e que definem a pujança da cultura do vinho na Capital brasileira onde junta: perseverança, crença, força de trabalho, qualidade e mais que nunca, um benchmark referencial a outros eventos. Resta-nos, então, deixar os parabéns a todas as vinícolas que acreditaram e expuseram o que o Brasil produz de melhor, além dos valorosos amigos, parceiros, apoiadores e patrocinadores. Valeu, galera. E que venha o IV VB 2011 !!!Ler 0 Comentários... >>
O sucesso do Vinum Brasilis 2010
O III Vinum Brasilis (26/08/10) mais uma vez superou as expectativas. Em novo local para acomodar um maior número de participantes, a feira anual de vinhos brasileiros aterrisou no novíssimo salão de festas do clube da Assef. Um ambiente de extremo bom gosto, com ar-condicionado e pé direito bem alto, propiciando conforto e bem estar aos 600 enófilos.
O encontro, na verdade, começou às 13:00 do dia do evento, quando recebemos Oscar Daudt (Enoeventos-RJ), Didu Russo (Blog do Didu-SP) e Eugênio Echeverria (Ministrador dos Cursos da WSET no Brasil) para um almoço no restaurante Dom Francisco 402 do meu amigo Edinho. Nesse almoço pudemos degustar algumas raridades brasileiras como o Aurora Millésime C.S. 1999 e Maximo Boschi Merlot 2000.
Fotos esq.p/dir.Foto 1: Oscar Daudt, Eugênio Oliveira, Antônio Coelho, Didú Russo, Eugênio Echeverria e Gustavo (Pão de Açúcar). Foto 2: Vinhos do almoço. Foto 3: Petrus e Didú Russo
Mais tarde, já no encontro, pude atestar a qualidade de vários rótulos brasileiros que se diferenciaram:
Elos Touriga Nacional-Lídio Carraro, Cave Geisse Brut Rosé, Luiz Argenta Chardonnay, Arinarnoa e Gewurztraminer Casa Valduga, Rio Sol Winemaker´s Touriga Nacional, Taipá Rosé Pericó, Cordilheira de Santana Gewurztraminer e Chardonnay , Pizzato Chardonnay e DNA 99, Salton Virtude 09 com bem menos madeira, Dal Pizzol Touriga Nacional e vários outros. Alguns produtores também marcaram presença, como Jane Pizzato (Pizzato), Juliano Carraro (Lídio Carraro), Rosana Wagner (Cordilheira de Santana) e Daniel Geisse (Cave Geisse), além dos já citados que enalteceram o evento.
Fotos esq.p/dir.Foto 1: Participantes do evento. Foto 2: Oscar Daudt e Eugênio Oliveira. Foto 3: Salão movimentado.
Não poderia deixar de comentar o sistema de Van para levar os convidados em casa. Eram 10 Vans à disposição dos participantes, que puderam degustar os vinhos sem se preocupar em voltar dirigindo para casa. Havia um acordo, de que não se esperaria mais de 20 minutos por um deslocamento. Presenciei uma Van, levando apenas 01(uma) pessoa para casa, o que mostra total respeito ao convidado. Essa regalia fazia parte do ingresso.
Foto 1: Oscar Daudt, Didú Russo, Eugênio Echeverria. Foto 2: Jane Pizzato servindo Renato Tosta, Foto 3: Oscar Daudt, Didú Russo, Eugênio Oliveira.
Esse evento só foi possível devido à determinção e garra do amigo Petrus Elesbão, que mesmo com problemas particulares, conseguiu reunir essa quantidade de vinícolas e público interessado. Ano que vem a festa se repetirá, provavelmente em lugar maior, mas com o mesmo sucesso.
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Mauro Von Siebenthal no Dom Francisco Park
Mauro Von Siebenthal esteve em Brasília apresentando seus vinhos no Dom Francisco Park. Com muita simpatia e falando um portunhol muito bom para um suíço. Ele fez questão de percorrer mesa a mesa para explicar a proposta de todo o vinho apresentado. Muitos enólogos preferem falar de uma só vez, ele não, preferiu repetir várias vezes à mesma explicação, demonstrando todo cuidado que tem com cada vinho.
O enólogo é também advogado e se apaixonou pelo Chile. Hoje não exerce mais a advocacia não tendo mais que dividir seu tempo entre Suíça e Chile. Vive exclusivamente no país sul-americano. Sua vinícola é aclamada como uma das melhores do Chile.
Os vinhos apresentados foram o Parcela 7, que leva esse nome por ser feito das uvas colhidas dessa parcela de sua propriedade, o Carmenére também de sua linha mais básica. O Carabantes 2003 é um corte de Syrah, com um pouco de C.S e P.V., e considero esse o vinho mais prazeroso da vinícola no momento. Os outros dois foram o Montelìg 2004 (65%c.s./25% p.v./10% carmenère), e o Toknar que é um 100% Petit Verdot, dois vinho de extrema categoria, mas que ainda não estão no seu melhor momento. A vinícola ainda faz um outro vinho que é o Tatay de Cristóbal, 90% carmenère e 10% P.V., considerado o top da casa. Todos os vinhos são tintos.
Os vinhos Von Siebenthal podem ser encontrados em Brasília na Adega do Vinho (tel.3233-0006).
Da esq. p/ dir. Foto 1: Carlão(Adega do Vinho), Eugênio Oliveira(DCV), Mauro V.Siebenthal, Márcio Mouala(Terramatter) e Edinho Monteschio(Dom Francisco). Foto 2: Mauro V.Siebenthal em pé. Foto 3: Mauro, Francisco Ansiliero e Carlão.
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Bacalhau com sabor caseiro? Existe!
Retornei ao Bottarga Ristorante - um misto de culinária franco-italiana - com uma dica de um colega sobre um tal de bacalhau, eleito não sei por onde e nem sei a fonte, o Melhor bacalhau do DF. Pela minha eterna curiosidade e "garimpagem" fui provar o bendito prato. Para grata surpresa de todos a iguaria superou expectativas. Um sabor bem caseiro, artesanal, com verdurinhas, boa cocção, 3 a 4 grandes postas servidas sem dó. Vejam a receita oficial: bacalhau assado no azeite de vitela acompanhado por batatas assadas, tomate, cebola roxa e azeitonas. INIGUALÁVEL !! Elegi o meu bacalhau preferido.Um comentário que não podia deixar escapar: o Brasil é maior consumidor de bacalhau do planeta, e apesar disso Brasília conta com apenas três boas casas... é pouco mas são perfeitas: restaurante Sagres (uma dúzia de pratos), a rede Dom Francisco (dois pratos) e Bottarga (com "o" prato)!
Para acompanhar provamos o vinho The Stump 2006, australiano, muito bom! "Stump Jump" é o nome de uma técnica inovadora australiana, um arado especial que expõe as raízes e poupa tempo e esforço ao agricultor. O vinho é uma mistura de uvas brancas que variam de acordo com a colheita, embora tradicionalmente se utilizem Riesling, Sauvignon Blanc e Marsanne. Sem passagem por carvalho, é um vinho fresco com aromas agradavelmente herbáceos. Uma citricidade ótima que combinou com o bacalhau, pois como disse, o mesmo era bem leve devido as postas maravilhosamente frescas. Esta ampola que provei tinha o corte com 63% Riesling, 20% Sauvignon Blanc, 10% Marsanne, 7% Roussanne.
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III Vinum Brasilis, amanhã começa.
Amanhã é o grande dia, os ingressos se esgotaram e agora é só contar as horas. A novidade é a inclusão da vinícola Pizzato entre os participantes. Ela que acaba de participar do evento anual promovido pelo jornal Estado de São Paulo, chamado Paladar, em que foi apresentada uma vertical de merlot, desde a primeira safra 1999 até a 2005. Foi também apresentado o lançamento do vinho DNA 99.
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Almoço de lançamento do III Vinum Brasillis
Compareceram cerca de 60 pessoas, no tradicional almoço de lançamento do III Encontro Vinum Brasilis, que ocorrerá aqui em Brasília nessa quinta-feira dia 26/08/10 no clube da Assef. Estiveram presentes blogueiros, jornalistas, representantes, enólogos, lojistas e confrarias.
O almoço aconteceu no restaurante Dom Francisco do Park Shopping, e vários vinhos que estarão na feira puderam ser degustados em primeira mão. Pelo clima desse primeiro encontro já podemos sentir que a feira será um grande sucesso. Fiquem com algumas fotos:
Fotos da esquerda para direita (linha superior): Ademir Brandelli (enólogo da Don Laurindo) e Petrus Elesbão (presidente do evento), foto 2: Vinhos degustados, foto 3 (esq. p/dir.): Eduardo, Alexandre Bodani e Antônio Coelho (DCV). Fotos inferiores: fotos do almoço.
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