Gewurztraminer: origem!

DCV090708Bebendo e Aprendendo.
Há tempos atrás li um livro de vinhos somente da Itália (V.Gasnier, Ed.PubliFolha). O motivo da leitura – não que seja objetivo em si, vez que também estou aprendendo sobre França e Portugal – é porque estive naquele maravilhoso País por duas vezes. Arivedecci!!
 
Vocês sabem a origem desta uva branca? Todos acham que vem da Alsácia – da França e da Alemanha, certo. Errado. Acertou quem disse: Itália. Nostra bela itália!!
 
Estudos genéticos do início dos anos 1990 comprovaram o que os habitantes locais sempre disseram: a gewürztraminer surgiu na comuna de Tramin (Termeno), no Alto Adige (Alpes Dolomitas), próximo a Trentino – Norte da Itália. Conhecido como região de Tirol. “Anualmente, durante uma semana em julho, essa aldeia tirolesa torna-se o centro mundial do aromático varietal branco, ao sediar o Simpósio da Gewürztraminer com mais de 200 expositores, além de eventos gastronômicos”. Hoje a palavra é de origem alemã (gewürz) e quer dizer “muito aromática”; “perfumada”. Pronuncia-se: ‘ga-Vertz-trah-Mee-ner’.
 
Esta deliciosa uva produz autênticos vinhos de terroir. A interpretação do Alto Adige (Itália) desta clássica casta aromática é encorpada, “uma explosão de frutas, flores e especiarias”, podendo ser seca ou doce. Atualmente são mais conhecidos os produtores da Alsácia, França, e Pfalz, na Alemanha, donde foi implantada em fins do século XIX. Outros belos exemplos deste vinho encontramos na Austrália, Califórnia e Nova Zelândia. Seus vinhos são bem alcoólicos, untuosos e tem baixa acidez.
 
Magníficos Brancos: Kolbenhof Soll Gewürztraminer (Hofstätter, Itália); Vale Isarco Gewürztraminer (Kuen Hof, Itália). Fonte: Gasnier. Ótimos produtores: Léon Beyer (França); Schlumberger (Alemanha); Zind-Humbrecht (Alemanha). Entre os quatro exemplares que provei desta uva destaco o Alsace Gewürztraminer M.Deiss 2003 (França) – 86/100pts.
Muita bobagem achei, principalmente em fontes “virtuais” – Wikipedia (arghh!), sobre a origem desta uva. Isto mostra como devemos ser criteriosos em nossas des”venturas” na Internet. Que fique bem claro. Aprendi isto com minha professora de Biologia no antigo 1o.ano/2o.Grau (198…), quando levei um ZERO por ter usado uma Enciclopédia como fonte de estudo. Aprendi a lição!
 
Resta-nos agora montar uma degustação à altura dessas maravilhosas Histórias, com tantos atrativos aromáticos e gustativos da tradicional uva. Já estou com água na boca!! Até breve.

Novo Blog DCV retoma suas atividades!

Caros leitores, no mês passado nosso Blog DCV ficou fora do ar por quase 20 dias.  Neste período recebemos centenas de comentários perguntando sobre o que houve?? Cadê o DCV??

Pois bem, retomamos nossas postagens a partir deste mês,  após novo ataque de hacker – o segundo em apenas cinco anos!

Voltamos “com tudo” (Rsrsrs). Temos um novo Site/BLOG. Mais dinâmico, numa plataforma moderna e atrativa. Ambiente limpo e clean. Mas jamais perdendo o histórico de qualidade nos artigos e matérias, que fizeram o nome Decantando a Vida® nestes oito anos de existência. Esta será hoje e SEMPRE nossa marca registrada. Uma editoração voltada para o leitor e enófilo, iniciante ou praticante, digna e imparcial no trato das coisas do vinho e da vinicultura mundial.

BEM-VINDO ao novo Decantando a Vida – DCV.

Os Editores:
Antonio Coêlho
Eugênio Oliveira

2o. Prêmio Brinda Brasil de Espumantes

Leitores e enófilos, é com orgulho que comunico o resultado da
2a. edição do Prêmio BRINDA BRASIL de Espumantes, publicado ontem pelo jornal Correio Braziliense. Digo, orgulho, porque tomei parte como jurado técnico do concurso, convidado pelo organizador do Evento, Rodrigo Leitão, e pude atestar in loco quão evoluída encontra-se a vinicultura brasileira na produção de Espumantes. Minha avaliação é que o nível de qualidade cresce ano a ano, e mostra a maturidade de nossos produtores. Vejam a seguir o ranking completo dos medalhistas em 7 categorias, avaliados em dois grupos de jurados.

Agora aproveite as “dicas” abaixo e
COMPRE JÁ O SEU INGRESSO. Ainda dá tempo!

BRINDA BRASIL 2017 – 7º Salão do Espumante Brasileiro
Brasília Palace Hotel (SHTN, Tc 1, lt. 1). 28 e 29 de junho, das 18h às 22h. Valores: a partir de R$ 100. Ingressos à venda na Espaço Vino (306 Sul), Venda (Condomínio Bellaggio – CA Lago Norte) e no site e lojas da Bilheteria Digital. Não recomendado para menores de 18 anos.

Viadero de Albillo 2014 – Êta branco bão!

Valduero de Ribera del Duero. Esta é a vínicola produtora deste vinho autóctone, que enche a boca de sabores indescritíveis! Este exemplar único, que foi o primeiro vinho branco a ser produzido na região demarcada de Ribera del Duero, é uma delícia.

Viadero

Viadero Blanco de Albillo 2014, produzido apenas 36mil garrafas, de uma uva desconhecida e só existente naquela região da Espanha: a Albillo, ou como também a chamam, Blanca del País. Cor amarela-palha. Aromas de pera, abacaxi, alguns cítricos que repetem na boca, e pão fermentado. Um vinho com bom corpo, acidez marcante e suave. Fácil de beber – e beber em garrafas (Rsrsrs!). Na boca tem boa persistência, untuoso e denso sem ser pesado. A resfrescante acidez fecha a completude do líquido com extrema elegância. Nota: 90 pts, com folga para além!

Viadero1            Viadero2

Harmonizou com pefeição ao meu retorno às caçarolas, com um fettuccine ao frutos do mar (mexilhões, polvo e lula), servido com salada mediterrânea.

Quer apreciar um branco de ótima qualidade, sem medo de ser feliz, especialmente aos ainda iniciantes na “arte dos brancos”: este é o vinho!  Uma ampola para se comprar em caixas, certamente.

Soli Pinot Noir – Nota que não vale a “Nota”

Há duas semanas provei um vinho que achei nas SOLIgôndolas de uma loja Hortifruti, em Brasília, em uma das minhas tantas pesquisas por garrafas inusitadas. O vinho me chamou atenção pela origem incomum. Não que seja impossível, mas era um produto de um local ancestral na produção de vinhos, a Bulgária.

Logo recolhi a ampola e coloque-a no carrinho das frutas e verduras que comprava. O vinho era um SOLI Pinot Noir 2013. Ao chegar em casa, curioso, fui à busca de informações sobre esta intrigante combinação: um vinho búlgaro, da uva pinot noir, a um preço impraticável (R$ 44,00)!

Neste caso surgiram duas comprovações que sempre me remetem à controversa disputa entre: vinhos “pontuados” X avaliados “na vida real” por degustadores experientes. Este, por exemplo, não me lembro qual safra, recebeu nada menos que 90/100 pontos da revista inglesa Decanter (?!), sendo seguido por alguns enófilos que publicam matérias na Internet.

Na minha opinião ficou claro a influência da nota no caso em questão! Por isso sempre devemos tomar muito cuidado na aquisição de um vinho exclusivamente pela nota atribuída por críticos/revistas. Elas servem apenas como sugestão; não como uma verdade absoltuta sobre o assunto. Devemos levar em conta o perfil do crítico. Para onde [quem] ele escreve, para quem trabalha, qual seu índice de imparcialidade, sua experiência. E sobre o vinho: qual safra foi avaliada, qual o produtor, onde a garrafa foi vendida e como é armazenada. Tudo isso pode influenciar na qualdade final do líquido.

Nesta minha avaliação (e lá se vão mais de 2.500 provas publicadas) o vinho tinha aroma bom, cereja e leve tostado que repete na boca. A cor era límpida e clara, lembra bem o claret de uma pinot noir. Mas na boca as semelhanças param por aí. A entrada era com acidez ríspida. Harmonia entre taninos e acidez descompesada, com total falta de estrutura. Mas o líquido estava íntegro, nada de bouchonné ou acético (avinagrado), muito pelo contrário, especialmente pela bela cor. Ainda muito álcool residual, sem dispersão. Certamente que não pode-se exigir muito de uma garrafa que custa 5 dólares (44,00) mas existem muitos vinhos de ótima qualidade nesta mesma faixa de preço – lógico que não de pinot noir. Nota: 85 pts, com muito esforço.

Se isto é o que a Bulgária produz de melhor, ou se existem outros vinhos – e deve haver, eles vão ter que remar mmuuuiiito para chegar perto do aceitável. Me desculpem os demais críticos mas dar 90 pontos nesta garrafa foi exagerado ao extremo, e no mínimo, irresponsável.

Os vinhos da Colúmbia Britânica, Canadá – Parte 2

Caríssimos leitores, para o deleite de vocês apresentamos a segunda parte do relato sobre os vinhos do Canadá. O destaque vai para a vinícola em formato de pirâmide. Boa leitura!

Os vinhos da Colúmbia Britânica (Canadá) – Vale do Okanagan

Prof.Dr. Joel Camargo Rubim
(Doutor em Química e Enófilo)

Segundo o WineAlign, das vinte e cinco vinícolas do Canadá mais premiadas em 2016, treze estão no vale do Okanagan (clique Aqui). A cidade central da região, Kelowna, situada às margens do lago Okanagan, fica a cerca de 390 Km de Vancouver. A estrada de Vancouver até Kelowna é muito tranquila e bem pavimentada, mas existe a opção de voos desde Victoria, ou Vancouver, até Kelowna. Em função das circunstâncias, os dois dias inteiros de estadia em Kelowna me permitiram visitar apenas quatro vinícolas: The Hatch Winery, Volcanic Hills Estate Winery, Rollingdale Winery e Summerhill-Pyramid Winery (FOTO). Certamente, é uma região para se ficar pelo menos um mês, aproveitando seus lagos, paisagens e bons vinhos. A seguir comentarei apenas sobre os vinhos das vinícolas visitadas que mais me impressionaram.

 Canada 2BCanada 2D

A The Hatch está na nona posição entre as 25 melhores vinícolas do Canadá e na quinta posição entre as melhores da Colúmbia Britânica (BC). Desta vinícola destaco o Screaming Frenzy Pinot Noir 2014 (FOTO) e o Screaming Frenzy Meritage 2014 (Cabernet Franc e Merlot), medalha de prata com 90 pontos merecidos. Detalhe, quando degustei esses vinhos (julho/2016), eu não sabia da premiação da vinícola. O Pinot Noir premiado, The Hatch 2014 Prima Volta, 90 pontos, ainda precisa de mais alguns anos de garrafa pra ficar bom.

Canada 2ANCanada 2Cenhum vinho dos que degustei na Volcanic Hills merece destaque. Já na Rollingdale, a experiência foi excepcional.  Os Ice Wines da vinícola são espetaculares e caros, mas o que me surpreendeu foi o vinho de sobremesa deles, o Fort 2013, um vinho fortificado (tipo Porto) com 21,5% de teor alcoólico, feito a partir da uva Maréchal Foch. Outro vinho muito bom da Rollingdale é o Pinot Blanc 2015, muito bem equilibrado, um vinho refrescante que se pode degustar num dia de calor, com ou sem acompanhamento. Interessante destacar que essas três vinícolas ficam bem próximas umas das outras, ou seja, o terroir é muito semelhante. 

A Summerhill Pyramid é uma vinícola que vale a pena visitar, não só pela degustação de vinhos, mas pelo misticismo que cerca a vinícola, além de uma vista privilegiada do Lago Okanagan. Durante o wine tour você vai entrar numa adega em forma de pirâmide, onde os vinhos e espumantes repousam por pelo menos 12 meses antes de irem para o mercado. Minha experiência com os tintos dessa vinícola não foi boa, mas os brancos e espumantes são muito bons. Além do Riesling, os vinhos que mais gostei foram o branco Ehrenfelser 2014 (FOTO – a uva Eherenfelser é um cruzamento de Riesling com Silvaner) e o espumante Brut Cipes Ariel 1998, feito pelo método tradicional com uvas Pinot Noir e Chardonnay. Recomendo que a visita seja feita no final do dia, para apreciar o por do sol sobre o lago e um delicioso jantar no restaurante da vinícola. As quatro vinícolas demonstram preocupações ambientais em suas práticas, mas apenas a Rollingdale possui certificação orgânica e a Summerhill-Pyramid tem produção biodinâmica. Em todas as vinícolas, as degustações variam de 5 a 10 dólares canadenses e ficam de graça se levar uma garrafa de vinho.

Ao longo de minha estadia no Canadá pude degustar outros vinhos de BC. Do vale de Okanagan, os vinhos que me agradaram foram o Riesling reserva da Mission Hill, o unoaked Chardonnay da Bartier Bros., o Dead of Night 2014 da Moon Curser Vineyards, que é um blend de Syrah e Tannat. Degustei muitos Pinot Noir canadenses nesse período, mas um deles me impressionou muito, o Pinot Noir 2012 da Stoneboat Vineyards, também do vale de Okanagan. Finalmente, o branco canadense que mais me marcou foi o Unoaked Chardonnay Stahltank Family Reserve da Crowsnest Vineyards. Essa vinícola fica no vale de Similkameen, bem próximo ao Okanagan. Enfim, posso dizer que é uma experiência inesquecível apreciar as paisagens exuberantes da Colúmbia Britânica e degustar dos seus melhores vinhos.

Os vinhos da Colúmbia Britânica, Canadá – Parte 1

Atenção leitores e enófilos de plantão, apresentamos a seguir dois artigos produzidos por nosso amigo Joel, falando sobre vinhos canadenses, cuja indústria vinícola começa a despontar para o mundo, e não só pelos famosos ice-wines. Aproveitem o maravilhoso texto, e aguardem a segunda parte para próxima semana. Boa leitura!

Os vinhos da Colúmbia Britânica (Canadá) – Ilha de Vancouver

Prof.Dr. Joel Camargo Rubim
(Doutor em Química e Enófilo)

Quando se fala do Canadá sobre vinhos, sempre vem à mente os ice wines, vinhos com características adocicadas suaves, de baixo teor alcóolico. Os mais conhecidos são os produzidos na região de Niagara Falls (província de Ontário), que produz outros vinhos além dos ice wines. No entanto, a Colúmbia Britânica (BC), que fica na costa oeste do Canadá, também produz bons vinhos, os quais são pouco conhecidos no Brasil. O mapa ao lado mostra as regiões produtoras de vinho na BC. Relatarei aqui, em dois artigos, minha experiência, pequena, com os vinhos de duas dessas regiões, Ilha de Vancouver (não confundir com a cidade de Vancouver) e Vale do Okanagan. Neste primeiro artigo, falaremos dos vinhos da Ilha de Vancouver, onde fica Victoria, a capital de BC.

A Ilha de Vancouver, riquíssima em belezas naturais, conta com mais de vinte e quatro vinícolas, dispersas em quatro regiões: i) Vale do Cowichan, a mais proeminente região produtora de vinhos da ilha, onde fica a interessante cidade de Duncan (cidade dos totens), região das tribos Cowichan; ii) Penísula de Saanich, uma faixa de região agrícola na costa leste da ilha, ao norte de Victoria, na direção da cidade de Sidney; iii) Ilhas do Golfo (Gulf islands), com várias pequenas vinícolas de empreendimento familiar (Ilhas de Saltspring, Pender e Saturna) e iv) Vale do Comox, região mais ao norte da ilha, de tradição agrícola, com vinícolas próximas à Comox e Courtenay.

MapaIlhaVancouver  Symphony

Na passagem por Victoria, visitei apenas algumas vinícolas do Vale do Cowichan e da Península de Saanich. Em Saanich fiz desgustações na Muse Winery, Symphony Vineyards e De Vine Vineyards. Essas vinícolas ficam há cerca de 20 a 40 minutos do centro de Victoria. As três vinícolas produzem vinhos de uma uva tinta híbrida chamada Maréchal Foch, introduzida no Canadá na década de 40.  Gosto não se discute, mas os vinhos que mais me agradaram dessas vinícolas foram os brancos, em especial, aqueles vinificados com a uva Ortega (um cruzamento das uvas Müller-Thurgau e Siegerrebe). Um destaque para a Symphony, um lugar romântico e acolhedor, com um mini bistrô, onde é possível ter momentos muito agradáveis. 

No vale do Cowichan, situado há cerca de 1h do centro de Victoria, VenturiPNoir1bfica a maior comunidade das primeirasnações (povos indígenas) de BC. Nessa região degustamos vinhos na Blue Grouse Estate Winery, Cherry Point Estate Wines, Enrico Winery, Silverside Farm and Winery, Unsworth Vineyards, Venturi-Schulze Winery e Zanatta Vinotecca Winery. Vinícolas em destaque: i) Venturi-Schulze: aqui degustei um dos melhores Pinot Noir da região (Foto) e seus maravilhosos vinagres balsâmicos, alguns envelhecidos por 11 anos em média em barris de diferentes tipos de madeira, produzidos segundo técnicas tradicionais italianas antigas, além do balsâmico feito com maple (envelhecido 10 anos em barris de castanheira). ii) Zanatta: uma das pioneiras da ilha, aqui os destaques ficam para o espumante Taglio Rosso, produzido pelo método champenoise com uvas Cabernet Sauvignon e Castel e o Damasco, um vinho levemente frisante, produzido a partir de várias uvas brancas, onde, como o nome diz, sobressaem os aromas e sabores do damasco. Na Zanatta também se come muito bem, pratos bem apresentados, por preço razoável. iii) Silverside: a experiência aqui é diferente, pois se pode degustar bebidas deliciosas feitas a partir da vinificação de frutas silvestres como amoras pretas, framboesa e tayberry, um cruzamento de framboesa com amora preta. O vinho feito de tayberry, com 15,5% de teor alcoólico, é simplesmente delicioso. 

As preocupações com o meio ambiente estão presentes em todas as vinícolas visitadas, mas apenas a De Vine produz vinhos com certificação de produto orgânico (De Vine). A Venturi-Schulze tem uma produção sustentável, não faz uso de qualquer agrotóxico, porém não é certificada. Em todas as vinícolas, as degustações variam de 5 a 10 dólares canadenses e ficam de graça ao se levar uma garrafa de vinho. Mas, e os ice wines? Nenhuma das vinícolas que visitei produz ice wines, somente a Venturi-Schulze produz o delicioso vinho de sobremesa, Brandenburg No.3 2011, que, sem dúvida, faz jus ao nome.